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Frustração sexual e puritanismo. A má influência da igreja e como ela tem afetado a vida sexual de jovens da sociedade

2020.07.30 20:23 Jaozim_capixaba_VV Frustração sexual e puritanismo. A má influência da igreja e como ela tem afetado a vida sexual de jovens da sociedade

Edit: aproveito para deixar 2 subs sobre o tema:
exchristian e exReformed (em inglês)

Vou falar sobre meu passado religioso e como isso afetou minha vida sexual.
Exemplos deste puratinismo pode ser visto em blogs como https://naomordamaca.com/ que foi um dos principais sites que eu seguia na adolescencia para buscar a abstinência sexual e me reservar para "a minha escolhida".

As frustrações sexuais são sintomas e não uma causa.
Estes sintomas, incluem a falta de atenção afetiva, de poder se abrir e ser falar com honestidade os seus sentimentos para outra pessoa, de se sentir desejado/a de ter contato físico, carícias e até sexo.
Pode ser que existam diversas causas que levem as pessoas a se isolarem deste tipo de intimidade. Se trancando em suas conhas e criando assim a frustração.
Vou citar um exemplo que destas causas que perdurou por quase toda a minha via (tenho 28 anos)
Para mim, a causa foi ter sido criado em um lar extremamente religioso que moldou minha visão de que sexo (fora do casamento) é pecado, sujo e imundo. Além disso sofri anos de abuso emocional por parte dos meus pais (e ainda sofro com isso).
Uma vez que alguém se encontra em uma situação dessas, é difícil arranjar uma solução fácil. Tem gente que vai pras drogas e sexo/vida loka, mas que acaba sofrendo por que, pra falar a verdade, sexo não é tudo. o que a pessoa buscava era uma alguém que a aceitasse por completo.
Outras pessoas, como eu, passam a se reclusar e a lutar fortemente contra estes instintos sexuais e a negar a própria vontade.
É tipo como você se obrigasse a fazer um jejum intermitente. Exemplo: "comer apenas uma refeição por dia por 5 anos seguidos".
Certamente será danoso para o corpo, vc vai ficar fraco, zonzo, ter anemia, pior desempenho e tudo mais.
Exceto pelos religiosos mais "birutas" (desculpe se ofendi) ninguém vai ficar 5 anos fazendo este tipo de jejum.
Então, voltando ao meu caso (que certamente é compartilhado por algumas pessoas com frustração sexual):
Ao ser criado neste ensino religioso Eu aprendi que:
Isto sem falar nas outras áreas da vida (mas este post já tá gigante)
Observando estes pontos, qualquer um consegue entender por que eu nunca namorei e nunca fiz sexo.
Esta vontade não era minha. eu tinha desejo de buscar felicidade ao lado de uma mulher.
Esta vontade foi imposta a mim (e vários outros jovens da minha igreja. Muitos, ainda virgens e com a minha idade).
Foi inculcada na minha cabeça. Foi uma lavagem cerebral. Também foi defendida por minha mãe.
Logo, eu, com 16 anos, tinha medo de namorar e correr o risco de levar esporro de meus pais. Eu não tinha coragem de levar uma garota pra minha casa. Na verdade, eu raramente levava amigos pra minha casa (mas aí é por causa de outros problemas).
Nestes ultimos 4 anos, eu comecei a mudar
Primeiro, eu fui perdendo a fé nas coisas da igreja de pouco a pouco.
Por incrível que pareça, o motivo não era as coisas que escrevi acima. Eu perdi a fé justamente por ler a bíblia, orar e por ir nas atividades da igreja.
Com a gradativa perda da minha fé. de pouco a pouco, fui reavaliando minhas "filosofias de vida" e todos os conceitos que eu tinha. mutos desses novos conceitos eu adquiri por mídias (livros, tv, algumas músicas) e graças a algumas comunidades no reddit.
Um dos conceitos passados que eu perdi, foi essa "pureza sexual"
Teve várias influencias para isso, mas o anime Dororo (2019) tem uma cena realmente chocante e que me fez realizarr o quão estúpido é isso de dizer que uma mulher que teve vida sexual ativa é nojenta e impura. (mas vou evitar os spoilers)
Presente:
Neste ano, entrei em um grupo do Discord que tinha acabado de ser criado. Grupo pequeno. razoavelmente fechado e certamente seguro (ou seja, tolerancia zero contra trolls)Neste grupo, a galera conversava sobre o tema principal, mas também tinha canais para publicar fotos/selfies em geral.
Decidi publicar uma selfie lá.
Passado uns dias, uma garota de lá disse:"Achei seu cabelo lindo! seria muito estranho se eu dissesse que quero passar a mão nele?"
Aí com mais um tempo de conversa, a gente começou a namorar.
É namoro a distância? é!
Pode ser que dê em nada? Sim! (Foda-se!)
Mas depois de todos estes anos me repreendendo, tentando fugir da realidade. Todos estes anos fugindo dos meus desejos...Eu finalmente estou namorando, me abrindo com uma garota, e vendo ela se abrir comigo (no sentido emocional).
Sinceramente. Estou feliz! Me sinto motivado!Quero mudar pra onde ela mora!
(Na verdade eu já planejava mudar pra lá, Mas agora estou bem mais motivado)
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2020.07.05 08:08 unbut Minha namorada disse que não sabe se nós somos o que ela quer de verdade

Sei que no momento não faltam tragédias nesse sub com traumas e problemas financeiros, mas não tenho muito onde desabafar e acho que só precisava verbalizar o que tô pensando pra enxergar as coisas com mais clareza. De qualquer forma obrigado por ler.
Estamos namorando a um ano e já passamos pelo inferno algumas vezes. Sempre fomos muito amigos e tudo estava indo de um jeito perfeito apesar de diversas dificuldades que cada um de nós estávamos passando.
Então do nada, depois de uma visita ela invocou o cão e se começou a se irritar comigo pelas coisas mais supérfluas. Drama vai, drama vem, eu resolvo ir embora e beleza. Damos um tempo de conversa e ela disse que precisava desabafar com uma amiga e etc... Normal até aqui. Ela volta e resolve que podemos conversar. Resumindo todo o drama, foram reveladas três coisas: Ela não sabe se nosso namoro é o que ela quer de verdade. O fato de eu estar perto dela a deixa irritada simplesmente pela presença. Não tem mais os sentimentos que antes tinha sobre mim. Ok eu entendo que o desgaste é natural em todo o relacionamento e que as coisas nunca ficam como eram pra sempre mas mesmo assim, ela simplesmente cansar da minha presença foi um choque meio grande na hora. Eu não sei muito o que eu fiz que causou isso, sempre me esforcei a um ponto até cômico da coisa, lendo blogs de relacionamento sobre como agradar e tudo mais. É triste ver uma história bonita acompanhando o ritmo monótono das coisas e afundando igual um navio, pedaço por pedaço até desaparecer por completo. Eu amo ela e tudo mais mas não vou forçar ninguém a ficar em um relacionamento onde apesar de ter amor não tem uma vontade séria de ficar juntos e sabendo que minha presença deixa ela irritada.
Sei nem porque eu tô escrevendo isso mas sei lá, na falta de opções qualquer coisa serve. O que eu poderia fazer ? É melhor só acompanhar o naufrágio ou tentar salvar o que resta e ver se ainda conseguimos alguma coisa?
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2019.08.07 15:50 lanaSouza “Bullying “nas relações conjugais - palavras que machucam!

Artigo publicado há 5 ANOS no JusBrasil , pela própria autora deste Blog, mas com antigo perfil do Jus (sucesso por lá, editado aqui pelas alterações da Maria da Penha em 2019)
Há alguns anos, poucos após a entrada em vigor da Lei Maria da Penha(11.340/2006), uma senhora me procurou, em meu antigo escritório em Cuiabá, para contar o que se passava consigo, na verdade, com o seu relacionamento conjugal.Dizia ela estar casada havia 3 anos e meio e há muito já não sabia o que era ouvir uma palavra carinhosa do marido, ao contrário disso, só ouvia frases depreciativas à respeito de sua aparência, suas vestes, sua inteligência, sua formação profissional, etc.
*Este texto está disponível também AQUI
Aliás, ela não sabia dizer se algum dia teria ouvido um elogio do marido sobre algo relacionado a ela, mesmo antes de casarem.
A senhora em questão havia me procurado para saber se tinha algo que ela pudesse fazer acerca do assunto, uma vez que também considerava aquilo como um tipo de violência doméstica. Ela estava certa. A violência porquê passava no dia a dia, dentro do lar, é considerada pela Lei 11.340/2006 como sendo Violência Psicológica, e vem prescrita nos artigos 5º “caput” e 7º, inciso II da referida Lei.
Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (Vide Lei complementar nº 150 de 2015);
Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
(…)
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Hoje (2019), entretanto, a antiga Lei já conta com as mudanças acrescentadas pela Lei 13.827/2019, com as seguintes alterações:
Art. 2º O Capítulo III do Título III da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescido do seguinte art. 12-C:
“Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida:I - pela autoridade judicial;II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ouIII - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia.
§ 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério Público concomitantemente.
§ 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso.”
Art. 3º A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescida do seguinte art. 38-A:
“Art. 38-A. O juiz competente providenciará o registro da medida protetiva de urgência.
Parágrafo único. As medidas protetivas de urgência serão registradas em banco de dados mantido e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça, garantido o acesso do Ministério Público, da Defensoria Pública e dos órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à efetividade das medidas protetivas.”
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de maio de 2019; 198o da Independência e 131o da República. JAIR MESSIAS BOLSONARODamares Regina Alves
A violência em questão é quase tão grave quanto a física, podendo ser inclusive pior, vai depender do “estado emocional” de cada mulher e da constância da agressão!A pessoa da história acima passou a sofrer depressão com o decorrer do tempo. Frequentava o psiquiatra e tomava remédios controlados; não conseguia mais trabalhar e fazer as atividades da casa como antes pois vivia mais acamada do que disposta.
Engordou, deixou de fazer coisas que antes gostava, coisas normais e consideradas necessárias para uma mulher como: pintar as unhas, depilar-se, fazer exercícios, ir ao cinema, falar e encontrar com amigas e parentes; isolou-se em seu mundo – passou a ser tão“agressiva” com os demais que acredita ter se igualado ao agressor (marido); a vida dentro de casa transformou-se em “elogios” mútuos.
De pessoa “doce”, carinhosa, gentil e amável, em especial com os romances que já havia tido anteriormente, passou a ser amarga e tratar esse companheiro da mesma forma que ele a tratava pois, segundo ela, “é dando que se recebe”; “quem oferece flores receberá flores, mas quem só dá espinhos é isso que conseguirá” (palavras dela). No entanto, quanto mais agressiva (com palavras) se tornava, mas culpada e infeliz, vivia!O que fiz por essa senhora?
A Lei ainda era considerada “experimental”, estava em vigor há pouco mais de um ano, todavia era novidade, inclusive em se tratando de violência psicológica – no que tive de estudar o assunto para dar uma melhor resposta. Acredito que ela somente aguardou a resposta porque eu era indicação de uma amiga sua.
Diz ela que contar o caso que se passava em sua vida já era difícil e vergonhoso por demais para me contar, sair relatando a dois ou três Advogados era impossível.Assim fui “estudar” a lei mais a fundo para saber se o caso dela haveria solução.Percebi que, pelo fato de NÃO estar disposta à separação, nem tinha vontade de vê-lo preso, pois era ele quem mantinha a casa com o “bom salário” que recebia; (estava desempregada) e, na época sem condições psicológicas para tal; não haveria muito o que fazer a não ser indicar acompanhamento psicológico para ele também – até porque, como já dito, a lei era muito nova e não havia precedentes ou algo que se pudesse valer como “exemplo” para resolver a situação.Acredito que minha explicação não lhe tenha caído muito bem, pois ela insistia que àquilo era crime, já que havia lido a lei antes de ir me consultar. Um tipo difícil de cliente, pois acha que sabe tudo; não aceita conclusões e explicações que não seja do agrado. Mas qual seria a resposta que ela gostaria de ouvir se não queria se separar do marido nem vê-lo preso?- Já não sei, nunca entendi!Só sei que se a vida dela não estava fácil, a minha também não ficou nada agradável depois dessa consulta. Essa senhora estava muito impaciente, amarga e intolerante. Chorava com facilidade e perdia a paciência por qualquer coisa.
Realmente estava doente devido ao relacionamento perturbado que tinha com o marido, segundo ela, já tinha até pensamentos suicidas. Confesso que fiquei atormentada por não “conseguir” fazer nada.O esposo dessa cliente transformou a vida dela num inferno ao se aproveitar de sua fragilidade e dependência econômica!Chamá-la de preguiçosa, burra, gorda e inútil era comum, isso fez com que a auto estima dela se perdesse por completo. Era por isso que não desejava a separação, acreditava que não encontraria mais ninguém e muito menos um emprego para seguir vivendo – ele fazia questão de dizer, também, que ninguém a iria querer.
A atitude dele parecia a de um sádico; só se sentia feliz quando a fazia chorar – muitas vezes chegou a pensar que ele poderia ser um psicopata, já que não sentia nada por ela, nem por ninguém; totalmente desalmado e descompassivo – o pior de tudo é que ele deixava claro que gostava de ser assim!O relato que acabo de transcrever é bastante comum. Acredito que hoje a facilidade em lidar com tais situações é bem maior que há 13 (doze) anos, quando essa senhora me procurou.
Hoje existem delegacias especializadas em defesa da mulher em qualquer cidade, há ajuda psicológica oferecida pelo próprio Estado e apoio incondicional à mulher vítima de qualquer violência que venha descrita no artigo 7º da Lei Maria da Penha, e as alterações inseridas pela nova Lei (a de 2019 - citada acima).Um dos motivos que me fez recordar dessa infeliz Senhora foi a leitura de um artigo publicado na revista Marie Clarie de outubro de 2014, que entrevistou a Psicóloga Adelma Pimentel sobre o lançamento do livro em que é autora, denominado“Violência Psicológica nas relações conjugais” (da Summus Editorial).A obra fala do efeito devastador que uma violência desse gênero poderá acarretar nas relações conjugais.Preferi, no entanto, nomear este artigo como “Bullying” nas relações conjugais, pois a violência psicológica é partida, quase sempre, de um membro que se acha superior direcionada a outro que se encontra, segundo quem pratica, em relação de inferioridade.

Veja o que diz o artigo da Marie Claire:

Protegida pelo silêncio, incorporada aos costumes, herança da cultura patriarcal, ela se instala nos lares desde muito cedo, levando os casais a estabelecer relações pobres e, muitas vezes, doentias.
Estudiosa do assunto e militante da causa da prevenção e da erradicação da violência, Adelma apresenta um retrato dos embates psicológicos que acometem parceiros das mais diversas origens e classes sociais. No livro, ela faz uma análise profunda sobre o tema, propõe a nutrição psicológica de cada membro do casal para que diminuam os conflitos e oferece elementos indicativos para romper o ciclo de violência e restabelecer os vínculos afetivos do casal.Apesar da grande incidência nas relações conjugais, a agressão geralmente não é reconhecida pelos cônjuges, sobretudo pela mulher. Entre suas manifestações estão o deboche, a humilhação e o isolamento.
Na avaliação da psicóloga, famílias são organizações complexas, dialéticas e ambíguas. Campo de diversos choques, ódios e de trânsito voraz de rápidas, variadas e múltiplas emoções que podem coexistir no mesmo dia, conforme os atores e seus atos. “Dentro delas, os embates atravessados pela violência psicológica podem contribuir para forjar casamentos precipitados, uniões estáveis e até mesmo namoros que perpetuam o círculo vicioso de aprisionamento dos sujeitos”, complementa.
Num mundo totalmente reconfigurado, em que os papéis de gênero sofrem mudanças a cada dia, o livro é um referencial para discutir antigos modelos familiares e novos caminhos de expressão, baseados no autoconceito, na autoestima e na autoimagem nutridos psicologicamente desde a infância. “O objetivo é cooperar com os esforços coletivos para atualizar e renovar nossa humanidade, tão fragilizada pela supressão de valores éticos”, afirma a autora. Para ela, o diálogo é o nutriente imprescindível de uma relação afetiva amorosa. Ele é mediador do fortalecimento dos vínculos e do não enraizamento das violências privadas, sobretudo a psicológica.
Fonte: gruposummus. Com por Marie Claire
Autoria /Comentários: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B
Foto/Créditos: pixabay grátis *Às vezes, como no caso apresentado, a única solução viável é o Divórcio; aproveito para indicar um sistema online, EFICAZ e mais barato do Brasil para se divorciar (funciona para ambos os sexos e quaisquer outra forma de relacionamento conjugal homossexual).
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2019.04.20 11:24 AlulimOfEridu Homem amando (Tradução: Men in Love - therationalmale.com)

Tradução de https://therationalmale.com/2012/09/10/men-in-love/
Dalrock postou algo interessante semana passada - "Ela é a Vítima" - e como é natural da conversa do Dal o post serviu como o tronco para vários ramos de discussões interessantes. Starviolet, um comentador regular (alguns diriam troll) postou o que parecia ser uma questão inócua:
Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?
Como seria esperado, as respostas masculinas para esse comentário e para os que vieram em seguida variaram de leve irritação sobre a inocência dela até descrença na sinceridade dela a respeito dela "querer saber". Contudo, seu espanto original sobre se os homens sabem de fato quando uma mulher não os ama, eu acho, carrega mais peso que a maioria dos caras (mesmo os caras na manosfera) percebe. Então eu pensei em recontar meus comentários e a discussão ali.
Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?
Sim, eles são incapazes.
Por quê? Porque os homens querem acreditar que eles podem ser felizes, e sexualmente satisfeitos, e apreciados, e amados, e respeitados por uma mulher pelo que ele é. São os homens os românticos de verdade, não as mulheres, mas é parte do grande projeto da hipergamia que homens acreditem que as mulheres são as românticas.
Hipergamia, pela sua natureza, define o amor para as mulheres em termos de oportunidade, deixando os homens como os únicos juízes objetivos do que seria amor para eles. Então sim, homens não conseguem perceber quando uma mulher não os ama, porque eles querem acreditar que as mulheres podem amá-los das formas que eles pensam que elas são capazes.

Regra de Ferro do Tomassi #6

Mulheres são incapazes de amar os homens da maneira que os homens idealizam ser possível, de uma maneira que ele acha que ela deve ser capaz de amar. Da mesma forma que mulheres não apreciam os sacrifícios que espera-se que os homens façam para facilitar os imperativos delas, elas não conseguem concretamente amar como um homem gostaria de ser amado por elas. Esse não é o estado natural das mulheres, e no momento em que ele tentar explicar seu amor idealizado, esse é o ponto em que a sua idealização se torna a obrigação dela. Nossas namoradas, esposas, filhas e mesmo mães são todas incapazes desse amor idealizado. Por mais que seria legal relaxar, confiar e ser vulnerável, sincero, racional e aberto, o grande abismo é ainda a falta de habilidade por parte das mulheres em amar os homens da forma como eles gostariam de ser amados.
HeiligKo responde:
Certo, eu continuo com a esperança de que sua regra #6 esteja errada, mas ela não tem se mostrado dessa forma. Então seria a grande mentira que os homens não sentem falta que as mulheres lhes possam prover isso, mas que nós não investimos essa energia em companheiros homens? Que nós não encontramos homens com quem possamos ser vulneráveis, de forma que nos preparemos emocionalmente para os julgamentos que as mulheres criarão em nossas casas. Seria isso o porquê de tantas mulheres tenderem a isolar seus maridos ou namorados de seus amigos homens cedo no casamento ou namoro?
Assumindo que Starviolet estivesse genuinamente confusa (e eu estou meio tendendo a achar que ela está) essa é exatamente a fonte da confusão da Starviolet. O solipsismo feminino faz com que elas não percebam sequer que os homens teriam conceitos diferentes de amor do que a forma como uma mulher percebe o amor. Por isso a questão dela "Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?".
Eu não acho que seja necessariamente uma "grande mentira", é apenas uma falta de mutualidade no conceito de amor de cada gênero. Se é uma "mentira", é uma que os homens preferem contar a si mesmos.

Preenchendo a Lacuna

Mais tarde na discussão, Jacquie (que é uma das duas escritoras mulheres linkadas no meu blog) trouxe outro aspecto interessante de como resolver a falta de mutualidade no conceito de amor entre os gêneros:
Se vai além da capacidade de uma mulher, então mesmo que ela reconheça a incapacidade em si mesma, não haveria forma de compensar? E se uma mulher realmente quiser ir além disso? Ela deve apenas considerar isso uma questão sem solução e não fazer nada? Ou seria algo que ela deveria lutar continuamente com a esperança de que ela pelo menos possa chegar perto desse amor idealizado? Isso já seria demais para que ela sequer compreenda?
Como eu disse para HeiligKo, é mais uma falta de mutualidade no conceito de amor de cada gênero. A questão da Starviolet sobre se um homem pode determinar quando uma mulher não o ama vai muito mais fundo do que ela imagina. Eu acho que muito do que os homens passam durante seus dias de beta pílula azul - a frustração, a raiva, a negação, a privação, a sensação de que ele comprou uma fantasia que jamais foi concretizada por nenhuma mulher - tudo isso se origina numa crença fundamental de que alguma mulher, qualquer mulher, por aí sabe exatamente como ele precisa ser amado e tudo que ele precisa fazer é achá-la e incorporar o que o disseram que seria o que ela esperaria dele quando ele a encontrar.
Então ele encontra uma mulher, que diz e mostra a ele que ela o ama, mas não da maneira que ele imaginava todo esse tempo em sua cabeça. O amor dela é baseado em qualificações e é muito mais condicional do que ele foi levado a acreditar, ou se convenceu, de que o amor deveria ser entre eles. O amor dela parece dúbio, ambíguo, e aparentemente, pode ser perdido fácil demais em comparação ao que ele foi ensinado por tanto tempo sobre como a mulher o amaria quando ele a encontrasse.
Então ele gasta suas energias monogâmicas para "construir o relacionamento" deles, tranformando-o em um onde ela o ama de acordo com seu conceito, mas isso nunca acontece. É uma eterna busca em manter o afeto dela e cumprir com o conceito dela de amor, enquanto faz esforços ocasionais para trazê-la para o conceito de amor dele. O constante apaziguamento a ela para manter os conflitos amorosos dela com a carência de como ele gostaria de ser amado é uma receita hipergâmica para o desastre, então quando ela deixa de amá-lo ele literalmente não sabe que ela já não o ama. Sua resposta lógica então é pegar as velhas condições do amor que ela tinha por ele quando eles começaram a ficar juntos, mas nada disso funciona agora porque elas são baseadas em obrigação, não desejo genuíno. Amor, como desejo, não pode ser negociado.
Demorou muito, e foi uma parte muito difícil em me desplugar quando eu finalmente me reconciliei com o fato de que o que eu pensava sobre amor e como ele é demonstrado não é universal entre os gêneros. Eu tive que tomar doses de dolorosos tapas na cara da realidade para sacar, mas eu acho que eu tenho um entendimento mais saudável agora. Foi uma das verdades mais contraditórias que eu tive que desaprender, mas ela mudou fundamentalmente minha perspectiva das relações que eu tenho com a minha esposa, filha, mãe e meu entendimento das minhas namoradas anteriores.
Se vai além da capacidade de uma mulher, então mesmo que ela reconheça a incapacidade em si mesma, não haveria forma de compensar? E se uma mulher realmente quiser ir além disso? Ela deve apenas considerar isso uma questão sem solução e não fazer nada?
Eu não acho que seja necessariamente impossível, mas a mulher teria que ser autoconsciente o bastante de que homens e mulheres têm conceitos diferentes sobre o amor ideal para começo de conversa, o que é improvável. O maior obstáculo não é tanto a mulher reconhecer isso, mas sim os próprios homens reconhecerem isso. Então, hipoteticamente sim, você poderia, mas então o problema se torna um de genuinidade desse desejo. Amor, como desejo, só é legítimo quando é não coagido e não obrigado. Homens acreditam no amor pelo amor, mulheres amam oportunisticamente. Não é que algum dos gêneros é adepto a amor incondicional, é que as condições do amor para cada gênero são diferentes.
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2018.10.10 14:11 ViaLogica A principal razão para a eleição de Bolsonaro

Tenho observado os argumentos das pessoas ao meu redor e na internet que pretendem votar no candidato Jair Bolsonaro no segundo turno, e a razão mais prevalecente é que ele "não é do PT".
Aparentemente, não importa muito se ele é racista [1][2], machista [3][4][5], homofóbico [6][7][8], apologista à tortura [9][10], apoiador da ditadura militar [11][12], sonegador de impostos [13], suspeito de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro [14][15][16][17][18][19], além de ser filiado ao partido PSL, que recebeu mais de R$350 mil em "doações" de empresas relacionadas à investigação Lava Jato [20], ser definido como um dos partidos menos transparentes do país [21], e ser considerado um partido "de conveniência" para que seus candidatos obtenham participação parlamentar [22].
O mais importante é que o candidato não é do PT. #B17 neles! /s
Por favor, reconsidere a sua decisão se essa for a sua principal razão. Não é através da eleição de um candidato sem experiência no Executivo, com quase 28 anos como deputado e apenas dois projetos de sua autoria transformados em lei (nenhum sobre segurança pública, sua principal bandeira) [23], e com todos os defeitos apresentados aqui, que iremos melhorar esse país.
 
[1] Em março de 2011, respondeu uma pergunta sobre seus filhos se relacionarem com negras afirmando: "eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados". Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/03/deputado-associa-na-tv-namoro-com-negras-promiscuidade.html
[2] Em abril de 2017, comparou quilombolas à animais, os avaliando em termos de "arrobas" (unidade de peso utilizada para o gado) e capacidade de procriação. Fonte: https://noticias.uol.com.bultimas-noticias/agencia-estado/2017/04/03/bolsonaro-diz-que-ira-acabar-com-demarcacoes-de-terras-e-financiamento-de-ongs.htm
[3] Em abril de 2017, afirmou que sua filha foi fruto de uma "fraquejada", ao contrário de seus quatro primeiros filhos, homens. Fonte: https://www1.folha.uol.com.bpode2017/04/1873049-entidade-judaica-condena-fala-de-bolsonaro-em-clube.shtml
[4] Em fevereiro de 2015, se mostrou contrário à igualdade de renda entre gêneros, pois mulheres engravidam, e afirmou que "se [ele] empregar [um homem] na [sua] empresa ganhando R$2 mil por mês e a Dona Maria ganhando R$1,5 mil, se a Dona Maria não quiser ganhar isso, que procure outro emprego!" Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Familia/Maes-e-Trabalho/noticia/2015/02/jair-bolsonaro-diz-que-mulher-deve-ganhar-salario-menor-porque-engravida.html
[5] Em março de 2017, afirmou ser contra a Lei do Feminicídio e que "nós temos que acabar com o mimimi, acabar com essa história de feminicídio". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bcolunas/monicabergamo/2017/03/1865159-porte-de-armas-acabaria-com-mimimi-de-feminicidio-diz-bolsonaro.shtml
[6] Em março de 2011, após a polêmica sobre sua afirmação racista no programa CQC [1], afirmou ter confundido a pergunta, e que a "promiscuidade" que se referia era sobre seus filhos serem gays, um evento impossível pois "foram muito bem educados". Fonte: https://www.correio24horas.com.bnoticia/nid/deputado-nega-ser-racista-mas-mantem-declaracoes-homofobicas/
[7] Em junho de 2011, associou a homossexualidade com a pedofilia, afirmando que "muitas das crianças que serão adotadas por casais gays vão ser abusadas por esses casais homossexuais". Fonte: https://www.jn.pt/brasil/interiodeputado-bolsonaro-diz-que-governo-transforma-gays-numa-classe-privilegiada-1879387.html
[8] Em junho de 2011, declarou "prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo" e "se um casal homossexual vier morar do meu lado, isso vai desvalorizar a minha casa". Fonte: https://catracalivre.com.bcidadania/jair-bolsonaro-como-ele-reagiria-se-tivesse-um-filho-gay/
[9] Em 1999, já em seu terceiro mandato como deputado, afirmou "eu sou favorável à tortura e o povo é favorável a isso também". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bcolunas/bernardomellofranco/2017/10/1925781-bolsonaro-sem-retoques.shtml
[10] Em abril de 2016, durante o seu discurso de voto favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, homenageou o primeiro militar condenado pelo crime de tortura durante a ditadura militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra, e exaltou a tortura sofrida pela presidente durante o período. Fonte: https://extra.globo.com/noticias/brasil/coronel-ustra-homenageado-por-bolsonaro-como-pavor-de-dilma-rousseff-era-um-dos-mais-temidos-da-ditadura-19112449.html
[11] Em janeiro de 2011, afirmou que a ditadura militar brasileira, período marcado por torturas, mortes, e a dissolução de liberdades civis, "foram 20 anos de ordem e de progresso". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bfsp/opiniao/fz1101201107.htm
[12] Em março de 2011, afirmou que apoiaria a volta da ditadura militar no país, e que o período foi "excelente para o Brasil". Fonte: https://catracalivre.com.bcidadania/assista-outras-declaracoes-absurdas-de-bolsonaro/
[13] Em 1999, já em seu terceiro mandato como deputado, declarou: "conselho meu e eu faço: eu sonego tudo o que for possível". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bcolunas/leandrocolon/2018/01/1948754-com-patrimonio-multiplicado-bolsonaro-ja-declarou-que-sonegaria-o-possivel.shtml
[14] A Lista de Furnas, documentos relacionados a um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro para abastecer a campanha nas eleições de 2002 dos partidos PSDB, PFL (hoje DEM), PP, entre outros, revelou o nome de Jair Bolsonaro como um dos favorecidos pelo esquema. Fonte: https://jornalggn.com.bblog/luisnassif/os-nomes-e-valores-da-lista-de-furnas
[15] Em 2014, em um esquema de propinas delatado por Joesley Batista, a empresa JBS "doou" mais de R$360 milhões a partidos em troca de favores políticos, dos quais R$200 mil foram "doados" a Jair Bolsonaro através do partido PP. Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/politica-bsite-do-tse-mostra-que-bolsonaro-recebeu-doacao-da-jbs
[16] Durante o período de 2010-2014, o patrimônio declarado de Jair Bolsonaro e sua família teve um aumento muito superior à valorização esperada para o período, levantando-se suspeitas de lavagem de dinheiro. Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.bpolitica/2018-01-07/jair-bolsonaro-patrimonio-familia.html
[17] Durante sua pré-campanha para a Presidência em 2018, suspeita-se que o candidato tenha utilizado a sua cota parlamentar para custear suas viagens de campanha eleitoral, finalidade proibida pela legislação da Cota Parlamentar: "não serão permitidos gastos de caráter eleitoral". Fonte: https://www1.folha.uol.com.bpode2017/04/1877932-presidenciavel-bolsonaro-usa-cota-parlamentar-em-pre-campanha.shtml
[18] Em janeiro de 2018, foi revelado que o deputado Jair Bolsonaro empregava, desde 2003, uma funcionária "fantasma" com salário mensal de R$1.416, mais auxílios, identificada como Walderice Santos da Conceição, quem trabalhava como vendedora de açaí próximo de uma das residências do deputado. Fonte: https://www1.folha.uol.com.bpode2018/01/1949719-bolsonaro-emprega-servidora-fantasma-que-vende-acai-em-angra.shtml
[19] Desde 1995, o deputado Jair Bolsonaro recebe um auxílio moradia de cerca de R$3 mil, apesar de ter um apartamento em Brasília desde 1998, e ter comprado outras residências desde então. Confrontado, alegou ter usado o benefício para "comer gente" quando era solteiro. Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/mesmo-com-apartamento-bolsonaro-recebe-auxilio-moradia-da-camara-22265129
[20] http://meucongressonacional.com/lavajato/partidos/PSL
[21] Em março de 2018, o Movimento Transparência Partidária divulgou um relatório sobre a transparência dos partidos brasileiros, onde os partidos PSL e PCO obtiveram nota 0 de acordo com os seus critérios. Fonte: https://exame.abril.com.bbrasil/psl-novo-partido-de-bolsonaro-e-o-menos-transparente-do-brasil/
[22] Em outubro de 2018, o candidato ao Senado do partido PSL, Major Olímpio, declarou que "os políticos da legenda não têm 'identidade de direita' e gostam de 'mamar nas nomeações' (...) do "diabo" que estiver no poder, (...) [é] um partido de 'conveniência', uma sigla sem ideologia". Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/psl-um-partido-de-conveniencia-que-gosta-de-mamar-nas-nomeacoes-diz-aliado-de-bolsonaro-22960809
[23] Entre 1991 e 2018, o deputado Jair Bolsonaro apresentou 171 projetos de lei, de lei complementar, de decreto de legislativo e propostas de emenda à Constituição, e apenas 2 foram aprovados: o primeiro, de 1996, estendia o prazo para isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática, e o segundo, de 2016, autorizava o uso da fosfoetanolamina sintética, chamada “pílula do câncer”, cuja pesquisa foi suspensa por não ter eficácia comprovada em testes. Fonte: https://politica.estadao.com.bnoticias/geral,bolsonaro-aprova-dois-projetos-em-26-anos-de-congresso,70001900653
Edit: correção do valor recebido pelo PSL de empresas citadas na Lava Jato
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